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Fake/Fate - Finally




motfrost

Fake/Fate - Finally


Tags: fake/fate

Published : 8 months, 2 weeks ago (Sun, 26 Oct 2008 17:48:35 PDT)
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Era pra eu ter postado na semana passada, mas no final das contas... Enfim, este é o Track 2 de Fake/Fate!
Devo dizer que até eu fiquei curioso pra saber o que vai acontecer.
Como fiquei um tempo sem postar os capítulos, ou alguma coisa... Na semana que vem estrei postando o Track 3...

Track 2:  Bad Dream – (Keane)

 

Começamos a contar do inicio, quando um homem gosta de uma mulher. Ou pelo menos quando duas pessoas decidem ir ao Motel mais perto. Ou... A mãe dele engravidou em alguma dessas circunstancias. A mulher que era linda foi vendo sua vida ser sugada por aquela criança. Com isso quase morreu no parto, sorte grande ter um marido com o mesmo tipo sanguíneo. O homem era tão gentil e prestativo, ao mesmo tempo inútil e chato... Bom começo, não?

Da mistura desses dois só poderia ter saído ele mesmo. Pesando menos de meio quilo, aquela pequena criatura prematura não poderia ter chances de sobreviver, mas como eu disse essa família tem muita sorte. A escolha do nome não foi tão incomum, a mãe escolheu Mavrick, o pai Jasiguin, o enfermeiro – que coloca as pulseiras com os nomes – escolheu... Cecil. O porquê ninguém sabe, quer dizer nenhum deles. A verdade é que Defistitonsin Jr. sabia o que uma má escolha de nomes poderia fazer a vida da criança. Enquanto todos discutiam a escolha certa, ele levantava o peso de papel e dizia: “Seu nome lhe é dado, Cecil”.

Estranhamente os pais não se opuseram, provavelmente pela lerdeza mental que possuíam. Defistitonsin ou Def pros íntimos além de escolher o nome, deu a primeira experiência traumática do bebê deixando-o cair no chão e fraturando o braço com menos de dois meses. O engraçado com certeza foi quando o pai tapado tentando socorrer quebrou a incubadora e fez a mãe cair em cima da sogra, que aproveitou pra morrer. Sem contar que isso tudo no mesmo dia. Terminando o dia mais feliz deles!

 

Se a escolha fosse minha eu já teria acabado com eles, infelizmente minhas decisões precisam ser aprovadas pelo poder superior. O 7ºandar, ou eu iria acabar indo até o 3ºandar... O RH. Além desse empecilho havia outro o qual eu acho bem mais problemático, o fato de estarmos separados por um... Plástico vagabundo. Voltando ao protagonista, Cecil sempre foi um bebê feliz. Quer dizer acho que deve ser fácil ser um deles, já que eles não precisam se preocupar com a pessoa de daqui a meia hora, ou quando vão receber o pagamento ou se fizeram algo de errado ou... Esqueçam.

 

 


Ele nunca se mudou. Seus pais Anita e John sempre fizeram reservas com o que sobrava do dinheiro (depois do casamento é claro), por isso sempre investiram no que podiam para seu filho – só pra ter uma idéia eles haviam juntado dinheiro suficiente pra pagar um salário mensal a Cecil. Pra mim um pouco exagerado, mas isso deve ser pelo fato do meu filho ter morrido há muito tempo. Nesses momentos eu até penso em montar uma nova família e tentar recomeçar, mas quando a minha terceira se extinguiu eu decidi parar e relaxar. Coisas do F.A.T.E.

No fim das contas os pais abobalhados e deficientes mentais se tornaram os pais mais importantes da cidade de Lansford. Com trabalhos voluntários, ações de ajuda a comunidade e programas de apoio aos jovens – tenho quase certeza de que eles gastaram o dinheiro da pensão mensal de Cecil pra tudo isso. Não que ele precisasse mais, diferente deles Cecil (ou corcunda de Notre Dame) era tão normal que chegava a ser normal estar perto dele. Traduzindo “Coringa” do baralho, qualquer grupo servia, qualquer amigo, qualquer coisa. Ele não precisava pensar em nada sozinho, não gerava problemas, ele tirava as notas necessárias, mas quando não recebia seus professores em casa – coisa que eles não faziam com mais ninguém, provavelmente pela interferência dos pais, o que ocorria constantemente. Coisas de “Gângsters”.

 

 

A cidade não tinha medo deles, só que as benfeitorias eram tantas e não paravam de aumentar que as pessoas acabaram ficando em debito com eles. Acho que já falei demais, não? Vamos falar de agora... Conforme eu lembrar de algo interessante eu digo.

19 de novembro de 2013, um dia comum para alguém comum, como Cecil. Seu rosto e aparência de Corcunda... Foram substituídas por uma sutil beleza. A pele macia e lisa, o brilho de longe, os olhos normalmente vagos enchiam as pessoas de curiosidade. Seu pai havia se tornado prefeito da cidade e sua mãe “Ministra da Corporação adjunta de casos relacionados ao caos e desordem derivados de poluição de informação” – traduzindo, o marido deu a ela e ninguém tem nada a ver com isso.

Eles tinham tudo pra serem odiados por todos, tomando decisões altruístas ou de nenhum tipo de relevância. Mesmo assim as pessoas gostavam tanto deles que John não tinha mais medo de não ser reeleito. No fim percebo que fui eu o culpado pelas suas mortes... Desculpe ter estragado a surpresa! – na verdade meia morte, ou sei lá... Indiretamente eles ainda vivem. Por favor, finjam que eu não disse nada. De qualquer forma esta estória não é sobre os pais de alguém. É apenas do Cecil. E por enquanto eu só vou narrar naquele dia em diante. Do ponto inicial a tudo, até a busca incessante por mim.

 

Vamos aos fatos que levaram a isso. No dia que eu disse, Cecil acordava com o chamar doce de Anita. O telefone tocando. Com o dia atarefado ela ficava a maior parte do dia fora de casa, nem um pouco diferente de seu pai.

— Bom dia filho, o que vai querer de café da manhã? – Cecil respondeu, mas as palavras que algumas pessoas dizem assim que acordam são irreconhecíveis. Por diversão.

—Oo mãe, co... Qué cosaaa... A deeçu...!  

 

Não disse que era engraçado! Ele se levantou cambaleando de uma ponta a outra do quarto. Deu sua rápida olhada usual no imenso espelho de seu quarto, e desceu – nem um pouco narcisista! De manhã é obvio que a percepção também fica deslocada, por isso ele também não havia notado que nessa manhã seu reflexo não fizera os mesmos movimentos que ele, e se mantinha na última posição deixada. Estranho pra uma manhã, mas à noite tudo iria piorar, vocês vão ver.

 

No andar de baixo é difícil não notar o número de aparelhos, obviamente ligados aos telefones. Todos os sons eram derivados de caixas de som – onde está o amor? – a mãe dava instruções às empregadas pra que preparassem o café como Cecil gostaria que fosse, ou como ela acha que ele gostaria, ou tanto faz. Ela ainda dizia algumas coisas a ele, como por exemplo: “Tenha um bom dia!”, “Esse arquivo deve ser entregue ao prefeito”, “Quero café com adoçante!”, “Não jantaremos em casa hoje!”, “Tenha um ótimo dia na escola, eu te amo!”. Cecil não se dava mais ao trabalho de tentar responder, não ligava mais. Claro que com a atenção do resto da cidade, isso não era tão difícil. Ele era como um ator famoso naquela cidade. Dizer uma palavra ríspida a ele, se equiparava a dançar em cima de um tumulo. Como eu disse... Tudo isso iria mudar.

 

Ele tomou o café sem ligar pra hora, do lado de fora o ônibus escolar o aguardava já há meia hora. Ele terminou de se arrumar e saiu. Todos no ônibus o cumprimentaram, assim como melhores (falsos) amigos. Ninguém comentou o atraso de uma hora, sem saber que era isso que Cecil mais queria escutar. Ele respondeu aos comprimentos levantando a mão gentilmente. Sentou-se perto de dois colegas um tanto quanto irrelevantes e foram conversando o caminho – sobre nada como sempre. Basicamente eles falavam por eles e por Cecil que ficava olhando pro lado de fora sem nem prestar a atenção neles.

Nesse dia o ônibus ainda chegou a passar por um imenso outdoor, onde um sapato aparecia ao lado de um tipo de palhaço, a mensagem dizia: Arlequim, seu melhor amigo... Até nas piores horas. Cecil leu aquela mensagem e disse a primeiras palavras do dia – não considero murmurar como palavra:

— Quem vai comprar um sapato que se chama Arlequim. – seus colegas se viraram assustados por ouvi-lo falar e responderam.

— Essa marca existe? – eles fizeram cara de desentendidos e continuaram aproveitando o momento raro. – Se você esta falando do outdoor na estrada, pelo que eu sei, ele sempre esteve lá...

— Na verdade, meu pai me contou que o tal Arlequim era dono de um tipo de espetáculo... Não lembro. A parte importante é que ele desapareceu misteriosamente! Assustador não.

 

Cecil olhou pra garota que acabara de falar e fingindo que a não tinha escutado voltou sua atenção pro lado de fora do ônibus mais uma vez. Seus colegas ficaram zoando a garota que manteve a rosto de “querendo rir, mas chorar ao mesmo tempo”. Eu sei difícil de explicar. Ele chegou à escola com seus colegas uma hora e quarenta e cinco minutos atrasados. Nada que os pais de Cecil não pudessem lidar. Esse é o fato que não consigo entender, esse respeito por duas pessoas que abusam dos direitos. Enfim.

Que lugares chatos, que vida chata, sem nenhuma diversão decente naquela cidade inútil. Meu pensamento me desculpe! Acho que a ultima vez que algum acidente aconteceu, foi envolvendo um bebê e uma fralda – não leve em consideração essa piadinha infame.

Entretanto não paro de pensar nas próximas reações quando tudo mudar de ponta a cabeça, pra pior é claro. Preciso me policiar o acabarei contando o final. (risos).

 

Cecil já ia entrando na escola (super colorida) quando viu saindo de um carro preto – coisa rara na cidade, a cor do carro – uma garota que ele nunca havia visto antes, uma que ele considerou top de linha. Uma que não poderia ser mais difícil que as outras. Uma que ele queria, já que as outras já eram usadas.

 

 

Infelizmente ele ficou pensando tanto, que o segundo sinal – obvio que depois de tanto tempo ele já havia perdido umas duas aulas – já havia tocado e não havia mais ninguém do lado de fora da escola. Ele deu com os ombros, mordicou uma maçã que sua adorável mãe tinha lhe deixado com lanche e a jogou quase que inteira no chão. Sem perceber mais uma vez que a doce maçã se tornará podre em segundos. Ele podia ter um toque mágico, ou quem sabe ele gostasse de maças podres. Eu aposto na segunda opção. O que eu posso dizer, nessa cidade chata uma infecção alimentar deve ser o máximo.

 

Como um breve comentário, devo dizer que nas minhas atuais condições – boas por sinal – gastar o meu tempo escrevendo minhas memórias, ou pelo menos, memórias roubadas é a coisa mais divertida que eu já fiz até hoje. Nesse exato momento Cecil está em um carro roubado – mais um de muitos – se encaminhando pra minha casa, pena que eu não more lá! (risos). Muito infeliz, acho que ele vai se surpreender com o que vai encontrar lá, no meu lugar. Como todo escritor, também acho que a parte mais legal é o final. Como todo leitor, também acho que um livro sem explicações razoáveis é uma carta. Por isso tentarei evitar mais comentários como esse no futuro.

 

Ele passou bem o dia todo na escola, até à hora da saída. Ele procurou ao máximo, mas só conseguiu ver a silhueta da nova garota entrando no carro preto. Ela ainda parou, se virou pra ele e deu um sorriso de canto de boca que ele nunca vai esquecer – na verdade nunca mesmo, nem do último dia que passara ali. Ele voltou pra casa levado por um motorista particular e foi recebido pelo grupo de governantas, que por sua vez foram logo levando suas “coisas” pro quarto. Uma delas chegou até perto do espelho, mas nem reparou no reflexo do garoto que se mantinha imóvel assim como uma moldura. Em um lugar onde não existem problemas, pra que criar um.

Cecil almoçou o que queria, chamou os “amigos” que queria, ficou no salão de cinema como queria, e foi dormir depois de desperdiçar as suas poucas horas na Internet. Seus pais atolados de trabalho acabaram tendo que viajar de ultima hora. Disseram que pra resolver um problema com o presidente, alem de algo mais sobre a candidatura de John. Claro que alem disso foram fazer alguns contatos. Sua mãe atenciosa deixou uma mensagem que quase fez Cecil... Se matar. A mensagem foi a seguinte:

“Filho, espero que esteja bem! Eu e papai tivemos que viajar de última hora, estamos em... Preciso dos arquivos de ontem... Enfim desculpe mais uma vez, durma bem... Pode marcar o almoço pra amanhã... beijos da mamãe e do papai... Eu to falando com o meu filho, tem como você parar de interromper...”.

 Depois de ouvi-la, ele ainda ficou parado ouvindo o som de ocupado que a caixa de som na parede fazia. Foi dormir olhando para seu imenso quarto – esqueci de comentar o exagero – seu closet (onde fica seu espelho) à direita da cama, um mini escritório que vai de uma parede a outra da janela. A cama virada pra todo o resto. – não sou bom com narração de lugares. Desculpe-me. Ele desligou a luz deu uma olhada no closet já pensando no que ele poderia se entreter no dia seguinte e adormeceu no seu próprio mundinho.

 

Não sei se nesse momento devo narrar à noite do outro Cecil... Acho que não, já que tem como ter uma idéia só os deixando acordarem nos lugares certos. Hora do show. (risos). Diferente do que eu achava a imagem do espelho não saiu andando pronto pra cometer atentados, não que eu não achasse que seria legal, mas devo contar o que eu entendi. No meu ponto de vista, Cecil comeu muita besteira. E todos sabem que isso reflete em uma boa ou não noite de sono. A noite ruim dele iria durar mais do que ele imaginava.

Acho que não devo contar com tudo aconteceu agora. Até porque eu também não sei, mas o que eu posso dizer é que como em uma roleta, Cecil... É melhor continuar!

 

Com um descanso maravilhoso – como sempre – ele esperou até sua mãe dar sinal de vida – do jeitinho dela – pelo alto falante. Para sua surpresa ela não deu esse sinal. Ele já animado com uma mudança resolveu passar mais um tempo na cama. Ele agarrou o travesseiro e esfregou seu rosto antes de pensar em voltar a dormir. E ao sentir que algo gosmento havia lhe sujado o rosto, ele rapidamente levantou e se guiou ao banheiro mais próximo. O seu. Ele foi até a porta que ficava do lado do closet e a abriu já retirando as calças do pijama. Dando de cara com o corredor que da pro resto da casa. Ele ainda quase sem abrir os olhos voltou ao ponto de partida e tentou mais uma vez, só que outra porta – a que daria pro corredor. Dessa vez entrando no closet ele começou a achar estranho esse inexplicável fato e ficando mais alerta deu uma olhada no seu quarto que agora estava totalmente diferente. Ainda na porta do closet ele se virou e olhou o espelho na parede, ficando um tempo sem acreditar – uma pessoa sem cabeça já teria reparado que algo estava errado – não havia reflexo de volta. Na verdade não havia nada, nada que mostrasse que ele estava ali, na frente. Ele olhou os móveis, e aparelhos e percebeu que eles estavam de um jeito como se tivessem sido organizados e comprados por uma pessoa mais velha. Ele reparou então na foto – que nunca existira – em cima da mesa de cabaceira. Nela ele podia ver seus pais, ele obviamente e mais duas pessoas que ele nunca havia visto antes. Um senhor de idade avançada – que bonita maneira de dizer, vovó! – e uma mulher que parecia ser sua tia.

Um tempo ali o fez lembrar de sua tia e avó por parte de pai que havia morrido em um incêndio – o que matou boa parte de sua família amável e insuportável. Assustado ele tentou procurar os telefones e altos falantes, mas sem sorte saiu de seu quarto e seguiu para o de seus pais. Ele entrou mesmo sabendo que eles provavelmente não estariam ali, mas logo perto da porta – já disse não sou bom com detalhes – ele pisou em uma poça que o fez cair pra fora do quarto. Olhando pro seu pé, o vermelho o fez ficar mais assustado ainda. Ele passou a mão no chão e abriu o mais vagarosamente possível à porta. Vendo o quarto praticamente entregue ao vermelho ele chama pelo nome de sua mãe, que por sua vez está deitada na cama com vários cortes nas costas. Ele ainda podia ver o nome Cecil escrito na parede com sangue. Atordoado Cecil deu alguns passos até a cama, se sentou e já em choque viu que um som vinha do armário no quarto. Ele se levantou e de uma única vez abriu a porta dando de cara com seu pai preso pelos cabides. John levantou devagar a cabeça – já quase sem uma gota de sangue no corpo – e disse as últimas palavras que fariam Cecil querer vir até mim:

 

“Ache ele... A morte de... Eu... Te... Am...”.

 

E com suas últimas forças ele deixou que o peso de seu corpo fizesse os cabides rasgarem a pele de suas costas. Horrorizado Cecil voltou a se virar pra sua mãe, andou o mais perto que conseguiu e chorou. Infelizmente ainda existiam surpresas à vista. Eu adoro surpresas! Na porta do quarto havia uma... Pessoa vestida de “arlequim” – parece um palhaço, mas é mais como uma mistura com bobo da corte, ainda com umas cores escuras na roupa. Tipo um roxo, com preto e branco...  – ele andou como em uma dança até Cecil, balançou o cetro dourado que carregava e disse da maneira mais aterrorizante:

 

— Imagino que você não gostava da sua vida, não? – logo depois ele bateu com o cetro em Cecil que caiu para trás, em cima da cama. Sorte dele.

 

Cecil despertava então daquele pesadelo horrendo – porém divertido, devo dizer! – ele estava na cama e ao se levantar caiu em um buraco sem fim, o que o fez despertar novamente no quarto coberto de “sangue”. Chamo isso de efeito pesadelo sem fim. Assim que ele abriu os olhos, deu de cara com sua mãe, ou com o que restou dela. Ele chorou mais, não conseguia entender nada, mas só pensava em todas as oportunidades que existiram de poder abrasá-la e ao pai.  

Ele se levantou rápido e enxugando o rosto deu de cara com o arlequim mais uma vez, mas ainda sem pensar nas suas ações, perguntou:

— O que está havendo? Quem é você? – o arlequim recostado na parede balançando o cetro se virou pra ele e disse.

— Sem drama, por favor, agora é a hora de dar suas instruções! – ele abriu um papel, que estava mais pra um pergaminho e continuou. – Cecil, você precisa seguir os três objetivos para que a ordem retome seu normal. Primeiro corra sem olhar pra trás, segundo procure alguém em quem se apoiar e terceiro ache a resposta do começo no fim de tudo. Bom acho que é isso... Então vamos?

— Espere! Ir aonde? – Cecil continuava atordoado. Depois como uma memória repreendida se recordou do outdoor na estrada. Aquele com o anuncio de um circo e com esse Arlequim na frente. Então ele disse. — Você é o palhaço que sumiu... O do circo.

— O quê? Como você sabe disso... Você é do mesmo mundo que eu?

— Mundo? O que você quer dizer com isso? 

 

Devo dizer que odeio pessoas atordoadas, elas estão sempre procurando por respostas e isso é tão chato. Continuando!

 

— Acho que entendi Libu! – Não me perguntem o porquê desse terrível apelido! – Eu devo ser a pessoa em que você deve se apoiar. Estranho...

— O que é estranho? 

 

Cecil estava começando a me irritar com essa chuva de perguntas. Vou tentar não parar de novo.

 

— A ordem dos fatos sempre é certa, ou seja, primeiro você deve correr! – o arlequim fez um rosto de desentendido e ficou parado olhando o que estava escrito no pergaminho enquanto coçava a cabeça com o cetro.

  

Cecil começava a andar na direção do arlequim – esperem saber o nome dele, isso vai facilitar na hora de ler, já que a palavra “arlequim” começa a me irritar – pra logo em seguida ouvir as sirenes da polícia, ele se virou pra janela e viu as luzes, vermelha e azul piscando do lado de fora. Virou-se novamente e olhando o “arlequim”, que apontava pra porta, resolveu seguir o conselho e correu atrás dele.

 

Assim é bem mais divertido você não acha? Agora sim eu vou começar a apreciar mais... Tudo!



motfrost

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